Objetivo Geral
Compreender os fundamentos neurobiológicos e socioculturais da neurodiversidade, analisando como os avanços da neurociência contribuem para o entendimento das diferentes formas de funcionamento cerebral e para o desenvolvimento de práticas profissionais e sociais inclusivas.
Objetivos Específicos
▪ Identificar os principais mecanismos neurobiológicos relacionados à aprendizagem e à diversidade cognitiva.
▪ Conhecer os achados da neurociência sobre TEA, TDAH e dislexia, interpretando suas implicações para o desenvolvimento humano.
▪ Discutir a neurodiversidade como paradigma científico e social, compreendendo sua contribuição para a inclusão e a valorização das diferenças.
Conteúdo Programático:
1ª Parte – Fundamentos neurobiológicos da diversidade:
Estrutura e plasticidade do cérebro: variação e adaptação como princípios da aprendizagem.
Conectividade cerebral e redes neurais (pré-frontal, parietal, temporal e cerebelar).
TEA:
Modelos integrativos e genéticos recentes;
Abordagem translacional entre neurodesenvolvimento e comportamento;
Hiperconectividade local e padrões de percepção aumentada (Intense World Theory).
TDAH:
Disfunções das redes fronto-estriatais e cerebelares;
Alterações dopaminérgicas e maturacionais;
Instabilidade da conectividade funcional e déficits na rede parietal direita.
Dislexia:
Alterações corticais e subcorticais (redução da conectividade MGB–planum temporale);
Disfunções nas vias auditivas e de processamento fonológico;
Integração multimodal e o papel da rede de leitura.
Neurodiversidade como paradigma científico e movimento social.
Da patologia à diferença: histórico e fundamentos do conceito de neurodiversidade.
O paradigma da neurodiversidade: contribuições das ciências humanas e da neurociência.
Modelos pós-cognitivistas e o conceito de embodied cognition na educação inclusiva.
Ética, representatividade e o papel das pessoas neurodivergentes na construção do conhecimento científico.